Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

ATROPELO

SE EU MORRER DE AMOR, NÃO REPARE...

Se eu morrer de amor, não repare
Sou apenas um poeta delirante
Que ao mínimo afago de carinho
Em seu pescoço me declaro

E foste num sonho retumbante
Que te vi pela última vez
Em pé, ajoelhado ao seu lado
Clamando por um pouco do que foi

Daquilo que passou como vulto acuado
Na chama que tremulava ostentada
Do beijinho fraterno pela noite
Chora um passado tão presente

E você é minha bela ao acaso
Que encontro longe do teu lado
E não espero nada além de tudo
E do nada me declaro

Se eu morrer de amor, não repare
Era apenas um descanso de momento
Que invento, pois te invento
Toda noite ao meu lado



Mauricio Bahia






Terça-feira, 23 de Junho de 2009

MORTE

E assim, quando mais tarde me procure, quem sabe, ela, angústia de quem vive e sabe a solidão ao fim de quem ama, eu possa me dizer do amor que tive, mas acho que não...

Sábado, 18 de Abril de 2009

COM ATRASO, SEM MAIS DELONGAS

"Criamos Nossos Monstros":








Quinta-feira, 5 de Março de 2009

CRIAMOS NOSSOS MONSTROS

Após um ano de sanidade mental, finalmente obtive sucesso na reunião de carências e devaneios necessários a uma nova exposição. E é com grande prazer que convido todos a apreciar o gosto da fossa e a provar do meu mais íntimo idealismo anti-higiênico. Viva o langor da obsessão romântica!

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

ZOBEIDE

Naquela direção, após seis dias e sete noites, alcança-se Zobeide, cidade branca, bem exposta à luz, com ruas que giram em torno de si mesmas como um novelo. Eis o que se conta a respeito de sua fundação: homens de diferentes nações tiveram o mesmo sonho — viram uma mulher correr de noite numa cidade desconhecida, de costas, com longos cabelos e nua. Sonharam que a perseguiam. Corriam de um lado para o outro, mas ela os despistava. Após o sonho, partiram em busca daquela cidade; não a encontraram, mas encontraram uns aos outros; decidiram construir uma cidade como a do sonho. Na disposição das ruas, cada um refez o percurso de sua perseguição; no ponto em que havia perdido os traços da fugitiva, dispôs os espaços e a muralha diferentemente do que no sonho a fim de que desta vez ela não pudesse escapar.
A cidade era Zobeide, onde se instalaram na esperança de que uma noite a cena se repetisse. Nenhum deles, nem durante o sono nem acordados, reviu a mulher. As ruas da cidade eram aquelas que os levavam para o trabalho todas as manhãs, sem qualquer relação com a perseguição do sonho. Que, por sua vez, tinha sido esquecido havia muito tempo.
Chegaram novos homens de outros países, que haviam tido um sonho como o deles, e na cidade de Zobeide reconheciam algo das ruas do sonho, e mudavam de lugar pórticos e escadas para que o percurso ficasse mais parecido com o da mulher perseguida e para que no ponto em que ela desaparecera não lhe restasse escapatória.
Os recém-chegados não compreendiam o que atraía essas pessoas a Zobeide, uma cidade feia, uma armadilha.


Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

SIMPLES?

Na quadragésima edição da revista Simples, que saiu no fim de setembro, pode-se encontrar além de matérias bastante interessantes, a sessão Inédito, contendo minha primeira publicação! São 4 páginas de ilustrações... Super obrigada ao Ed Santana pela oportunidade, a revista ficou ótima! Confiram!